Destruindo e construindo ou construindo e destruindo?

 A sociedade contemporânea busca cada dia mais formas de evoluir, desenvolvendo tecnologias que tornem sua vida mais confortável. No caso da construção civil não é diferente, constantes avanços são feitos para o aperfeiçoamento de edifícios existentes e para o erguimento de novos, gerando assim, intensa quantidade de rejeitos. Esses detritos são chamados de RCD, sigla para Resíduos de Construção e Demolição, ou RCC, que significa Resíduos de Construção Civil, conhecidos popularmente como entulho, sendo caracterizado como todo o resíduo gerado no processo construtivo, de reforma, escavação ou demolição. Para se ter uma ideia, dados de 2007 apontam que cerca de 50% a 60% de todo fluxo de resíduos sólidos gerado nas cidades de países desenvolvidos é composto por RCC.

Fonte: Dom total


O RCD é subdividido em quatro classes. São elas:

  • Classe A: São materiais que podem ser reutilizados na própria estruturação. Se não puderem ser reutilizados na mesma construção, serão encaminhados para unidades de reciclagem ou aterros para o descarte desses resíduos. 
  • Classe B: São aqueles que podem ser reciclados para outros fins.
  • Classe C: São materiais que não podem ser reciclados, visto que, atualmente não há técnicas para reaproveitamento e aplicações economicamente acessíveis.  
  • Classe D: São materiais maléficos que podem causar danos à saúde humana e animal e ao meio ambiente.

Fonte: Recicli


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Apesar da grande maioria dos resíduos de construção serem recicláveis, enormes quantidades são descartadas de forma irregular, visto que, segundo a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), se todo o entulho gerado pela indústria da construção do país em um único dia fosse reciclado, sendo 98% dele reciclável, ele poderia ajudar na edificação de 2.134 Maracanãs. Porém, das cerca de 290,5 toneladas de resíduos gerados diariamente no país, apenas 21% são reciclados. Em São Mateus e na maioria dos outros municípios brasileiros, o entulho que não é reciclado acaba por ser descartado irregularmente em diversos pontos da cidade onde haja espaços vagos, geralmente em terrenos baldios ou até em calçadas, atrapalhando o trânsito de pedestres.


Fonte: São Mateus News

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Dentre os impactos ambientais gerados por essa prática inapropriada estão o assoreamento de cursos d'água, entupimento de bueiros, mau cheiro, destruição de áreas verdes e proliferação de microorganismos e animais transmissores de doenças, como ratos e mosquitos, que são vetores da leptospirose, leishmaniose, dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Além disso, o descarte impróprio de rejeitos construtivos, principalmente de substâncias químicas, implica no lançamento de grandes quantidades de poluentes nas águas, contaminado-as em um ritmo muito mais acelerado do que o ciclo hidrológico é capaz de purificar, o que diminui a disponibilidade de água potável no ambiente e causa chuvas ácidas. Como também provoca desequilíbrio no ciclo do carbono, pois o não reaproveitamento resultaria na fabricação de novos produtos de construção, fazendo com que ocorra uma maior emissão de gás carbônico na atmosfera.🏭

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Porém, para tantos problemas complexos existe apenas uma solução simples, que inclusive já foi citada no decorrer do texto, o reaproveitamento. Esse processo é feito através de Usinas de Reciclagem de Resíduos de Construção Civil, que são compostas por peneiras, separadores e britadores, sendo este último máquinas de trituração. Tais usinas podem ser fixas ou móveis e ambas têm suas vantagens e desvantagens, visto que as fixas são mais interessantes do ponto de vista financeiro e as móveis possuem a possibilidade de transportes. Os dois modelos citados produzem fragmentos de diferentes tamanhos e que podem ser utilizados para pavimentação, preenchimento de valas e fabricação de blocos, tampas de bueiro, bocas de lobo, sarjetas e guias. Além de gerar economia, o material produzido no processo de reciclagem pode ser comercializado e possui um valor de mercado considerável, tornando-o uma fonte de lucros.💵

Na figura abaixo, podemos ver um esquema contendo todas as etapas do processo de reciclagem do RCD.

Ainda tem dúvidas!? Assista o vídeo abaixo, nele Levi Torres - Coordenador da ABRECON, fala sobre as três etapas na usina, apresentando a recepção, triagem e britagem do RCD até a finalização da reciclagem.



        Fonte: Dom total



 Referências 🔗
2°EIV - Isabela Souza e Lanna Giulia 👍



Comentários

  1. Parabéns pelo trabalho! O tema escolhido é muito importante, apesar de ganhar pouca atenção das sociedade!

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