Praia ou Lixeira???
O problema
Todos os anos a cidade de São Mateus sofre com o acúmulo de lixo e o seu descarte incorreto no meio ambiente, seja em datas importantes ou em feriados comemorativos. No bairro de Guriri, este problema é acentuado por ser o local onde acontece a maioria das comemorações, como o carnaval e o ano novo.
A região apresenta uma praia de mais de 40 km de extensão no seu litoral, que suporta um número alto de turistas nessas datas, o que aumenta sucessivamente o nível de lixo descartado nas áreas próximas ao mar.
A praia de Guriri conta com diversas espécies de animais marinhos, como tartarugas, peixes, e às vezes recebe a visita de baleias e tubarões.
É comum observar o descarte de plásticos, como copos, garrafas, embalagens, canudos, e de outros materiais na costa da praia durante os períodos de festa. Quando a maré enche, ela leva todos estes rejeitos para o seu meio aquático, o que prejudica a vida marinha e toda sua comunidade.
Tartaruga ingerindo plástico descartado de forma incorreta.
Entretanto, o maior problema está nos chamados “microplásticos”, que são partículas com menos de cinco milímetros originadas do descarte de lixo plástico. Essas partículas, por sua vez, são ingeridas inconscientemente por peixes, aves, tartarugas e diversas outras espécies marinhas que a praia de Guriri apresenta, levando seis vezes mais tempo para serem eliminadas do organismo, em relação aos plásticos de maior percepção e volume.
O que muitos não sabem é que este lixo irá de qualquer forma interferir também na vida de nós seres humanos, seja ingerindo acidentalmente os microplásticos presentes no organismo dos animais marinhos, ou desencadeando doenças e contaminações a partir do banho nas águas poluídas pelo lixo.
Microplásticos encontrados em um mar qualquer.
Já foram encontrados diversos microplásticos nos tecidos de órgãos humanos.
Segundo estudos, crianças do sexo feminino ingerem 74 mil partículas de microplástico em média por ano, contra 81 mil de crianças do sexo masculino. No caso dos adultos, mulheres ingerem uma média de 98 mil microplásticos enquanto os homens, 121 mil microplásticos.
Curiosidade: Pessoas que ingerem frequentemente água de garrafinha plástica, podem possuir maior quantidade de microplásticos no organismo do que pessoas que bebem água da torneira.
Microplásticos encontrados em tecidos de órgãos humanos.
Onde ocorre
O fato ocorre na praia do bairro de Guriri, em sua extensão, na cidade de São Mateus - Espírito Santo.
Como o problema impacta o ambiente onde vivemos:
Com a contaminação das águas a partir do descarte de lixo, seres vivos autótrofos marinhos podem morrer, e assim, interferir no Ciclo do Carbono. Os seres autótrofos utilizam o gás carbônico para realizar o processo da fotossíntese, sem a existência deles, iria gerar um acúmulo considerável de CO2 na atmosfera.
E se os seres autótrofos marinhos estiverem mortos, não haverá quem faça a transformação química do CO2 na cadeia alimentar, prejudicando o ciclo onde seres heterótrofos marinhos adquirem o carbono orgânico a partir da alimentação dos seres autótrofos.
Sem os seres autótrofos marinhos, iria prejudicar a emissão de oxigênio na atmosfera, interferindo também no ciclo do oxigênio.
Soluções para o problema
A prefeitura poderia promover o trabalho de equipes de limpeza na praia de Guriri pelas manhãs, durante a ocorrência de datas comemorativas. Seria uma ideia viável, já que minimizaria o acúmulo destes lixos dia após dia na areia da praia. Também é uma boa ideia a distribuição de panfletos na entrada de Guriri e o uso de placas para fortalecer a conscientização dos turistas que chegam à ilha.
🌊Referências Bibliográficas🌊
Reportagem sobre microplástico: https://www.bbc.com/portuguese/geral-48518601


Muito bom! Realmente precisamos ter um olhar mais cuidadoso em relação ao microplástico!
ResponderExcluirEste é um tema que precisamos prestar atenção em nossa cidade logo. Parabéns pela abordagem, senti falta apenas de descrever melhor tecnologias para melhor resolver este problema!
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