SOS: Tartarugas Marinhas
Olá, caro leitor, aqui quem fala é Sarah e Gabriella, tá passado?😜
Viemos por meio deste blog informá-lo sobre um problema ambiental muito recorrente em litorais, que se trata do tráfego de veículos nas praias que proporciona grandes prejuízos na desova das tartarugas marinhas.
As tartarugas vivem a maior parte de suas vidas em âmbito aquático, migrando de um lugar para outro de acordo com a oferta de alimento do local. No entanto, durante o seu período de desova, comumente, a nossa amiguinha tartaruga sabe exatamente o seu lugar de origem, ou seja, onde nasceu e por lá tem seus filhotes. O fato curioso aqui, é que isso só é possível, pois elas utilizam o magnetismo terrestre para se orientar. Incrível, né? Muita inteligência para um animalzinho só!😻
Filhotes adentrando ao mar. Fonte: Conexão Planeta
O grande problema e também enorme
preocupação, é que dentre mil ovos gerados pela fêmea, a estimativa é que
1 ou 2 consigam atingir a idade adulta. Por essa razão, tem-se a ameaça da
perpetuação da espécie, que se agrava ainda mais quando os ovos são destruídos
antes mesmo de eclodirem. Podendo gerar uma possível extinção da espécie.
88 filhotes de tartarugas foram mortos na praia de Guriri. Fonte: A Gazeta
Marcas de pneus de automóveis na faixa de areia (Foto: Projeto Tamar/Divulgação). Fonte: Tribuna online
Cadeia alimentar das tartarugas. Fonte: Ecossistemas marinhos slides
Além disso, sua extinção significaria
problemas nas suas relações harmônicas interespecíficas. Como a imagem abaixo
representa.
Mutualismo entre peixe-anjos e tartarugas marinhas. Fonte: Pinterest
A relação entre o Peixe-anjo e a tartaruga é benéfica para ambos e é chamada de mutualismo, pois o peixe se alimenta dos parasitas do seu casco e assim, a tartaruga fica desparasitada, uma fofura, né?!. Portanto, seu desaparecimento afetaria a alimentação do peixe e, por conseguinte a sua cadeia alimentar.
Para ilustrar o que foi dito, se liga na tirinha abaixo!
Tirinha sobre relações interespecíficas. Fonte: Projeto Tamar
Paralelo a isso, vejamos o ciclo do
carbono:
Ciclo do carbono. Fonte: Beduka
O ciclo do carbono funciona da seguinte maneira:
➦ Os seres autótrofos, em sua maioria plantas e vegetais, capturam o CO2 pela fotossíntese e produzem compostos orgânicos, como a glicose. Elas liberam esse gás por meio da sua respiração.
➦ Os seres heterótrofos, se alimentam dessas plantas e vegetais, consumido as moléculas orgânicas e passando para sua cadeia alimentar e como há ciclagem de matéria, os carnívoros também assimilam o carbono pela digestão dos herbívoros. Esses animais, também liberam CO2 pela respiração.
➦ Ao morrerem, o acúmulo de matéria orgânica é decomposta no solo e a longo prazo dá origem aos combustíveis fósseis, como o petróleo, por exemplo, que possuem alta concentração de carbono. Logo a sua queima faz com que o carbono retorne a atmosfera.
💡 Você sabia que são liberados na atmosfera cerca de 7 bilhões de toneladas de carbono ao ano? E que apenas 4 bilhões de toneladas são absorvidas pelos organismos autótrofos?
Aí que mora o perigo!😰 O acúmulo de carbono na atmosfera pode trazer diversas consequências, sendo uma delas o aquecimento global.
O aquecimento global é consequência da intensificação da emissão dos gases do efeito estufa. O efeito estufa é um processo natural que retém parte do calor na Terra, sem ele não seria possível existir vida, pois é responsável por controlar a temperatura do planeta.
O aquecimento possibilita o aumento da temperatura em toda em nosso amado planeta Terra e as nossas amiguinhas tartarugas precisam de um lugar correto para desovar. O mais surpreendente é que a temperatura da areia define o sexo dos bebês tartarugas, sendo que, acima de 30 graus produzem fêmeas e temperaturas abaixo dos 29 graus produzem os machos. Portanto, o aumento da temperatura ocasiona um desequilíbrio entre machos e fêmeas, tendo como consequência o desaparecimento da espécie. Além disso, segundo ao Painel Intergovernamental de Mudança Climática, caso a temperatura da terra aumente 2ºC, haveria a morte de mais de 30% de espécies vegetais, como por exemplo os fitoplânctons, que compõem, como produtores, a cadeia alimentar das tartarugas e outros animais.
Retornando ao nosso problema principal, que seria o tráfego de veículos nas praias afetando a vida da nossa colega ovípara. Trouxemos aqui uma possível solução para tentar amenizá-lo ou até mesmo erradicá-lo. A solução mais viável seria a elaboração de uma rede de monitoramento, em que seriam colocadas câmeras, de forma que ficassem espalhadas por toda a orla, capturando fotos das placas dos carros dos delinquentes. Isso seria possível, por alguns conhecimentos na área de Eletrônica, como a utilização de um algoritmo que reconhecesse a localização de placas automotivas, dessa forma seria possível encontrar o sujeito que praticou tal ação irresponsável e assim ele responderia por seus atos, pois esse sistema funcionaria de forma semelhante ao dos radares, e ainda tendo como grande vantagem, pois é um sistema de baixo custo.
No Espírito Santo é considerado crime o
trânsito de veículos em locais de desova do animal, conforme determina a
Portaria n° 10/1995 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama).
XOXO 💋
♡As garotas do blog ♡
Por: Sarah Yolette e Gabriella Ribeiro
2º EIV
REFERÊNCIAS
CASTRO, João Henrique. Carros na areia da praia de Guriri matam 88 filhotes de tartarugas. A Gazeta, 2021. Disponível em:https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/carros-na-areia-da-praia-de-guriri-matam-88-filhotes-de-tartarugas-0121. Acesso em 23 de jul. 2021
COSTA, A.; SILVERA, R.; SEMPREBOM, T.; PEIRÓ, D. Desova das tartarugas marinhas: a grande jornada de volta à praia natal. Bióicos, 2020. Disponível em:https://www.bioicos.org.br/post/desova-das-tartarugas-marinhas-grande-jornada-de-volta-a-praia-natal. Acesso em 23 de jul. 2021
SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Aquecimento global e a extinção de espécies"; Brasil Escola. Disponível em:https://brasilescola.uol.com.br/biologia/aquecimento-global-extincao-especies.htm. Acesso em 23 de jul. 2021
EQUIPE, Tamar. Incubação das tartarugas. Projeto Tamar, 2001. Disponível em: https://www.tamar.org.br/interna.php?cod=95. Acesso em 24 de jul. 2021
MAFÊ. Ciclo de carbono e aquecimento global. Descomplica, 2011. Disponível em:https://descomplica.com.br/artigo/ciclo-de-carbono-e-aquecimento-global/4nP/. Acesso em 24 de jul. 2021


Excelente trabalho! Vocês conseguiram cumprir os objetivos propostos e ainda interagir com o leitor! Parabéns!
ResponderExcluir👏🏽👏🏽👏🏽 Parabéns Garotas do Blog! Delícia de leitura! Leve e com conteúdo de alta relevância.
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