SOS: Tartarugas Marinhas


 Imagem ilustrativa de uma tartaruga marinha.  Fonte: Portal dos animais 

Olá, caro leitor, aqui quem fala é Sarah e Gabriella, tá passado?😜

Viemos por meio deste blog informá-lo sobre um problema ambiental muito recorrente em litorais,  que se trata do tráfego de veículos nas praias que proporciona grandes prejuízos na desova das tartarugas marinhas.

As tartarugas vivem a maior parte de suas vidas em âmbito aquático, migrando de um lugar para outro de acordo com a oferta de alimento do local. No entanto, durante o seu período de desova, comumente, a nossa amiguinha tartaruga sabe exatamente o seu lugar de origem, ou seja, onde nasceu e por lá tem seus filhotes. O fato curioso aqui, é que isso só é possível, pois elas utilizam o magnetismo terrestre para se orientar. Incrível, né? Muita inteligência para um animalzinho só!😻                     

 Filhotes adentrando ao mar. Fonte: Conexão Planeta


Recorrentemente, é visto em sites midiáticos, vários casos de tráfego de veículos nas áreas litorâneas, que trazem danos irreparáveis à vida das tartarugas filhotes. Isso ocorre, pois, as fêmeas têm a capacidade de nidificar, em outras palavras, elas escavam os ninhos e lá são depositados os ovos. O abrigadouro é coberto por uma parcela de areia. Isto implica dizer que, muitas vezes, não são percebidos, ou se camuflam. Portanto, a passagem de carros em via praiana, acarreta o atropelamento ou a compactação do ninho, levando a destruição dos ovinhos presentes nele. Ademais, a luminosidade dos faróis, pode provocar transtornos na desova, os carros podem criar certos tipos de trilhas que impedem o percurso das bebês tartarugas até o mar e também podem afugentar as fêmeas que estavam preparadas para desovar. 

Na cidade de São Mateus, este problema é evidenciado na Ilha de Guriri, que é considerado um dos principais locais no qual ocorrem as desovas regulares de tartarugas marinhas. No dia 08 de janeiro de 2021, foi divulgado pela Gazeta que a passagem de carros na praia do Bosque de Guriri, compactou um ninho e ocasionou a morte de 88 filhotes. 

O grande problema e também enorme preocupação, é que dentre mil ovos gerados pela fêmea, a estimativa é que 1 ou 2 consigam atingir a idade adulta. Por essa razão, tem-se a ameaça da perpetuação da espécie, que se agrava ainda mais quando os ovos são destruídos antes mesmo de eclodirem. Podendo gerar uma possível extinção da espécie.


88 filhotes de tartarugas foram mortos na praia de Guriri. Fonte: A Gazeta

Marcas de pneus de automóveis na faixa de areia (Foto: Projeto Tamar/Divulgação). Fonte: Tribuna online


Como tudo no ecossistema está interligado, o desaparecimento das tartarugas pode gerar uma série de desequilíbrios na cadeia alimentar, por exemplo, a falta de nutrição para seus consumidores e ainda o aumento de suas presas. 


Cadeia alimentar das tartarugas. Fonte: Ecossistemas marinhos slides

Além disso, sua extinção significaria problemas nas suas relações harmônicas interespecíficas. Como a imagem abaixo representa.


Mutualismo entre peixe-anjos e tartarugas marinhas. Fonte: Pinterest


A relação entre o Peixe-anjo e a tartaruga é benéfica para ambos e é chamada de mutualismo, pois o peixe se alimenta dos parasitas do seu casco e assim, a tartaruga fica desparasitada, uma fofura, né?!. Portanto, seu desaparecimento afetaria a alimentação do peixe e, por conseguinte a sua cadeia alimentar. 

 Para ilustrar o que foi dito, se liga na tirinha abaixo!

          Tirinha sobre relações interespecíficas. Fonte: Projeto Tamar


 

Ei, você aí!  Já parou para pensar em como o aquecimento global poderia afetar as tartarugas? Nunca pensou? Então se liga aqui no blog.
 
Bom, para entender o aquecimento global, primeiramente, é necessário ter um pouco de conhecimento sobre o ciclo biogeoquímico do carbono, que é um dos principais gases influentes nesse processo.
Você sabe o que é um ciclo biogeoquímico? 
 
Os ciclos biogeoquímicos são definidos como um caminho por um elemento que envolve a interação de organismos vivos, componentes abióticos, por exemplo o solo, a água e as transformações químicas.
 

Paralelo a isso, vejamos o ciclo do carbono:


Ciclo do carbono. Fonte: Beduka


O ciclo do carbono funciona da seguinte maneira: 

Os seres autótrofos, em sua maioria plantas e vegetais, capturam o CO2 pela fotossíntese e produzem compostos orgânicos, como a glicose. Elas liberam esse gás por meio da sua respiração.

Os seres heterótrofos, se alimentam dessas plantas e vegetais, consumido as moléculas orgânicas e passando para sua cadeia alimentar e como há ciclagem de matéria, os carnívoros também assimilam o carbono pela digestão dos herbívoros. Esses animais, também liberam CO2 pela respiração.

Ao morrerem, o acúmulo de matéria orgânica é decomposta no solo e a longo prazo dá origem aos combustíveis fósseis, como o petróleo, por exemplo, que possuem alta concentração de carbono. Logo a sua queima faz com que o carbono retorne a atmosfera.   
 
💡 Você sabia que são liberados na atmosfera cerca de 7 bilhões de toneladas de carbono ao ano? E que apenas 4 bilhões de toneladas são absorvidas pelos organismos autótrofos?

Aí que mora o perigo!😰  O acúmulo de carbono na atmosfera pode trazer diversas consequências, sendo uma delas o aquecimento global.

O aquecimento global é consequência da intensificação da emissão dos gases do efeito estufa. O efeito estufa é um processo natural que retém parte do calor na Terra, sem ele não seria possível existir vida, pois é responsável por controlar a temperatura do planeta. 

 O aquecimento possibilita o aumento da temperatura em toda em nosso amado planeta Terra e as nossas amiguinhas tartarugas precisam de um lugar correto para desovar. O mais surpreendente é que a temperatura da areia define o sexo dos bebês tartarugas, sendo que, acima de 30 graus produzem fêmeas e temperaturas abaixo dos 29 graus produzem os machos. Portanto, o aumento da temperatura ocasiona um desequilíbrio entre machos e fêmeas, tendo como consequência o desaparecimento da espécie. Além disso, segundo ao Painel Intergovernamental de Mudança Climática, caso a temperatura da terra aumente 2ºC, haveria a morte de mais de 30% de espécies vegetais, como por exemplo os fitoplânctons, que compõem, como produtores, a cadeia alimentar das tartarugas e outros animais.

Retornando ao nosso problema principal, que seria o tráfego de veículos nas praias afetando a vida da nossa colega ovípara. Trouxemos aqui  uma possível solução para tentar amenizá-lo ou até mesmo erradicá-lo. A solução mais viável seria a elaboração de uma rede de monitoramento, em que seriam colocadas câmeras, de forma que ficassem espalhadas por toda a orla, capturando fotos das placas dos carros dos delinquentes. Isso seria possível, por alguns conhecimentos na área de Eletrônica, como a utilização de um algoritmo que reconhecesse a localização de placas automotivas, dessa forma seria possível encontrar o sujeito que praticou tal ação irresponsável e assim ele responderia por seus atos, pois esse sistema funcionaria de forma semelhante ao dos radares, e ainda tendo como grande vantagem, pois é um sistema de baixo custo.

No Espírito Santo é considerado crime o trânsito de veículos em locais de desova do animal, conforme determina a Portaria n° 10/1995 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

 

XOXO 💋

As garotas do blog


Por: Sarah Yolette e Gabriella Ribeiro 

2º EIV


REFERÊNCIAS

 
CASTRO, João Henrique. Carros na areia da praia de Guriri matam 88 filhotes de tartarugas. A Gazeta, 2021. Disponível em:https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/carros-na-areia-da-praia-de-guriri-matam-88-filhotes-de-tartarugas-0121. Acesso em 23 de jul. 2021
 
COSTA, A.; SILVERA, R.; SEMPREBOM, T.; PEIRÓ, D. Desova das tartarugas marinhas: a grande jornada de volta à praia natal. Bióicos, 2020. Disponível em:https://www.bioicos.org.br/post/desova-das-tartarugas-marinhas-grande-jornada-de-volta-a-praia-natal. Acesso em 23 de jul. 2021
 
SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Aquecimento global e a extinção de espécies"; Brasil Escola. Disponível em:https://brasilescola.uol.com.br/biologia/aquecimento-global-extincao-especies.htm. Acesso em 23 de jul. 2021
 
EQUIPE, Tamar. Incubação das tartarugas. Projeto Tamar, 2001. Disponível em: https://www.tamar.org.br/interna.php?cod=95. Acesso em 24 de jul. 2021
 
MAFÊ. Ciclo de carbono e aquecimento global. Descomplica, 2011. Disponível em:https://descomplica.com.br/artigo/ciclo-de-carbono-e-aquecimento-global/4nP/. Acesso em 24 de jul. 2021








Comentários

  1. Excelente trabalho! Vocês conseguiram cumprir os objetivos propostos e ainda interagir com o leitor! Parabéns!

    ResponderExcluir
  2. 👏🏽👏🏽👏🏽 Parabéns Garotas do Blog! Delícia de leitura! Leve e com conteúdo de alta relevância.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O esgoto e seu destino como uma questão ambiental

Os perigos da pesca ilegal

Guriri: uma de suas implicações na saúde da população mateense